Trabalhadores mais velhos ganham peso em Portugal
Segundo o mais recente relatório da Fundação Europeia para a Melhoria das Condições de Vida e de Trabalho, Portugal surge como o sexto país da União Europeia com maior percentagem de trabalhadores com mais de 55 anos e o quarto onde este peso mais cresceu entre 2010 e 2023.
Portugal é um dos países da União Europeia com maior proporção de trabalhadores mais velhos, apesar de registar uma das idades legais de reforma mais altas e apresentar uma das esperanças de vida com saúde mais baixas do bloco europeu.
Segundo o mais recente relatório da Fundação Europeia para a Melhoria das Condições de Vida e de Trabalho, Portugal surge como o sexto país da União Europeia com maior percentagem de trabalhadores com mais de 55 anos e o quarto onde este peso mais cresceu entre 2010 e 2023.
O estudo destaca ainda que, embora a maioria dos países tenha avançado para o aumento da idade da reforma, prolongar a vida ativa exige mais do que alterações legislativas. Os autores sublinham a necessidade de combater desigualdades de género, problemas de saúde e discriminação etária, entre outros fatores.
Entre 2010 e 2023, a proporção de trabalhadores com idades entre os 55 e os 64 anos aumentou de 13,1% para 18,8% na União Europeia. Em Portugal, este valor era de 20,5% em 2023, colocando o país como o sexto com maior percentagem de trabalhadores nesta faixa etária.
Este crescimento está associado ao envelhecimento da população portuguesa, bem como ao facto de Portugal ter a quinta idade legal de reforma mais elevada do espaço comunitário. No caso dos homens, a idade efetiva de reforma é mesmo a mais alta da União Europeia.
O relatório aponta ainda que, entre 2010 e 2023, a taxa de desemprego entre os trabalhadores mais velhos foi, em média, inferior à daqueles que se encontram a meio da carreira. Contudo, quando perdem o emprego, os trabalhadores seniores enfrentam um risco acrescido de desemprego de longa duração.