Tragédia no elevador da Glória: «Não é um acidente. É um homicídio»

| 03 de Setembro de 2026 às 22:24
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A psicóloga considerou ainda que a inauguração de um memorial representa hipocrisia política quando falta justiça e indemnizações à maioria das vítimas.

A psicóloga clínica Joana Amaral Dias e o advogado Pedro Proença analisaram esta quinta-feira as consequências e o apuramento de responsabilidades um ano após a tragédia do elevador da Glória, que resultou em 16 mortos.  

Joana Amaral Dias criticou a gestão do processo e a falta de fiscalização, considerando que «não é um acidente, é um homicídio» e apontando que as regras básicas de segurança foram violadas e que a manutenção foi entregue a uma empresa sem experiência.  

A psicóloga considerou ainda que a inauguração de um memorial representa hipocrisia política quando falta justiça e indemnizações à maioria das vítimas.  

Por sua vez, o advogado Pedro Proença sublinhou a morosidade nos processos, destacando que o memorial erguido antes das conclusões técnicas traduz uma admissão implícita de responsabilidade e culpa por parte do poder político e municipal, lamentando a falta de transparência e o desamparo sentido pelas famílias.