Moldávia
A Comissão Europeia emitiu um comunicado em que garantiu que não há qualquer preocupação para já quanto ao fornecimento de gás.
O fornecimento de gás para a Transnístria foi interrompido às primeiras horas desta quarta-feira, após o fim de um acordo de trânsito de gás entre os países vizinhos em conflito, Rússia e Ucrânia.
O corte do fornecimento de gás já obrigou ao encerramento de todas as empresas industriais, exceto as produtoras de alimentos. Com cerca de 450 mil habitantes, a Transnístria, que se separou da Moldávia no início dos anos 1990, durante o colapso da União Soviética, também está a enfrentar muitas dificuldades nas zonas residenciais que registam problemas de aquecimento.
A Rússia fazia chegar cerca de 2 mil milhões de metros cúbicos de gás por ano para uma central de energia na Transnístria, que, por sua vez, fornecia energia para toda a Moldávia, um país com 2,5 milhões de habitantes que tem o desejo de ingressar na União Europeia e tem um histórico de disputas sobre pagamentos de gás e relações tensas com a Rússia.
Apesar de todas as dificuldades, a Moldávia afirma que está a tomar medidas para reduzir seu consumo de energia em pelo menos um terço. O plano é atender 38% de suas necessidades por produção doméstica, incluindo 10% a partir de fontes de energia renovável, e importar os 62% restantes da vizinha Romênia.
A Comissão Europeia e os estados membros da Europa Central e Oriental fizeram esta sexta-feira o ponto da situação e devem voltar a reunir no dia 7 de janeiro.
No final da reunião, a Comissão emitiu um comunicado em que garantiu que não há qualquer preocupação para já quanto ao fornecimento de gás.