Tribunal da Relação de Évora
O suspeito viu revogada a libertação imediata de que beneficiou e vai aguardar julgamento em prisão preventiva.
A grande violência usada no crime surpreendeu a investigação. O suspeito usou uma espada samurai para golpear a vítima no tronco e nas pernas.
Foi-lhe cortada uma mão e deixada a cinco metros do corpo, que estava seminú da cintura para baixo. Ao todo a vítima foi atingida com 16 golpes de sabre.
O suspeito sempre alegou legítima defesa depois de a vítima invadir a casa onde dormia numa quinta turística em Montemor-o-Novo. Mas agora, o Tribunal da Relação de Évora anulou a decisão que ilibou o piloto Pedro Gonçalves na morte de Pedro Fanico.
O homicida viu também revogada a libertação imediata de que beneficiou e vai aguardar julgamento em prisão preventiva, de acordo com o acórdão de 11 de março.
Segundo os juízes desembargadores, a decisão de não pronúncia do juiz de instrução teve por base o seguinte: “uma leitura dos indícios existentes de uma forma pessoal/subjetiva, que não tem uma completa adesão aos indícios constantes dos autos, os quais, objetivamente, apontam em direção oposta”.
A proximidade entre a vítima e a gerente da quinta alada, que é companheira do piloto Pedro Gonçalves, pode estar na origem do homicídio.
Ciúme ou proteção, admite a investigação, levou o companheiro, Pedro Gonçalves, de 48 anos, piloto de aviões e proprietário da quinta, a assassinar o rival.