Gaia
Também o advogado João Pedro Lopes, que estava em prisão domiciliária, viu a medida ser-lhe alterada. Ficam com apresentações às autoridades três vezes por semana.
Preso desde 2023, Patrocinio Azevedo vê a medida de coação ser-lhe alterada, no âmbito do processo Operação Babel. À saída do tribunal de Vila Nova de Gaia – onde decorre o julgamento - o contentamento do ex-vice presidente da Câmara de Gaia era bem visível.
O ex-autarca foi cumprimentado por várias pessoas junto à porta do tribunal. Para além de Patrocino Azevedo, o tribunal alterou ainda a medida de coação ao empresário Paulo Malafaia, igualmente arguido e em preventiva, e o advogado João Lopes, em domiciliária.
Os três ficam assim sujeitos a apresentações trimestrais e mantêm a proibição de contactos. A decisão foi tomada esta terça-feira pela juíza que preside o julgamento do processo conhecido como Operação Babel.
O tribunal entende que já foi produzida a prova em julgamento e que, portanto, não faz sentido, a manutenção das prisões preventivas e domiciliária.
Recorde-se que no processo Babel está em causa a suposta viciação de normas e instruções de processos de licenciamento urbanístico em Vila Nova de Gaia, em favor de promotores associados a grandes projetos, pelo menos até ao ano de 2022.
Em causa interesses imobiliários na ordem dos 300 milhões de euros. Ao todo são 16 os arguidos que terão conseguido vantagens económicas de cerca de 40 milhões de euros, obtidos através da alegada prática de crimes que envolvem projetos imobiliários.