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Luís Tomé defendeu, no NOW, que a nova exigência dos norte-americanos pode ser realizada em qualquer local, numa "cooperação entre os EUA e o Irão".
O especialista em Relações Internacionais Luís Tomé foi o convidado do programa Guerra e Paz — da autoria de Germano Almeida — desta segunda-feira e falou sobre as últimas movimentações da política externa norte-americana e a guerra na Ucrânia.
"Eu não acredito nada nesta última mensagem que Donald Trump pôs [na rede social Truth] a propósito do urânio, porque esse é outro dossiê mais delicado", disse o professor catedrático, depois de o Presidente dos Estados Unidos ter sugerido que o urânio enriquecido na posse do Irão deve ser destruído dentro na República Islâmica ou, caso tal não seja possível, entregue aos Estados Unidos para ter o mesmo fim.
Luís Tomé destacou que a nova exigência dos norte-americanos poderá ser realizada em qualquer local, numa "cooperação entre os EUA e o Irão", sob vigilância da Agência Internacional de Energia Atómica.
"Acho que isto tudo bastante confuso", disse, no entanto aponta para "sinais positivos" nas negociações entre Washington e Teerão.
"Há aparentemente uma clara predisposição nesta fase da administração Trump em procurar uma solução diplomática. Vemos isso porque desapareceram do circuito o enviado para tudo Witkoff e o genro. Parece que é agora Marco Rubio que está a acompanhar mais este processo, portanto, através de um canal mais diplomático", vincou.