Trump garante que não vai deixar Irão ter arma nuclear
No discurso do Estado da Nação, o mais longo de sempre, o Presidente norte-americano falou numa era dourada para a América, desvalorizou a decisão do Supremo Tribunal sobre as tarifas e priorizou a agenda interna.
O discurso mais longo de sempre do Estado da União foi marcado por um retrato triunfalista da parte de Donald Trump. O Presidente norte-americano falou numa recuperação histórica para os Estados Unidos, apesar de as sondagens mostrarem o descontentamento dos eleitores com o primeiro ano de mandato de Trump.
Enquanto falava, republicanos aplaudiam e democratas estavam em silêncio entre protestos, com Al Green a ser retirado por segurar um cartaz a dizer "negros não são macacos".
Na primeira fila, estavam nove juízes do supremo tribunal dos Estados Unidos, aos quais Trump aproveitou para deixar um recado.
“Quase todos os países e empresas querem manter o acordo que já fizeram, [...] sabendo que o poder legal de que eu, como Presidente, disponho para fazer um novo acordo poderia ser muito pior para eles. Por isso, continuarão a trabalhar no mesmo caminho de sucesso que tínhamos negociado antes do infeliz envolvimento do Supremo Tribunal”, afirmou.
A política externa fez parte do discurso apenas nos últimos minutos. Ainda assim, o Presidente norte americano aproveitou a oportunidade para passar uma mensagem ao Irão.
“Estamos em negociações com eles. Eles querem fazer um acordo, mas ainda não ouvimos essas palavras secretas: ‘nunca teremos uma arma nuclear’”, declarou.
Apesar de ter quase passado ao lado da guerra na Ucrânia, Donald Trump reiterou que se estivesse no poder há quatro anos, este conflito não existia.
No discurso multiplicaram se as homenagens, desde a equipa olímpica de hóquei a um histórico militar com 100 anos. Donald Trump pediu à primeira-dama, Melania Trump que entregasse a Royce Williams uma medalha de honra pelas suas ações numa missão secreta durante a guerra da Coreia.