NOW
O jornalista do Record está "inquieto" com a realização do torneio nos Estados Unidos, considerando que o país representa hoje "a antítese" dos valores que o futebol devia celebrar, e critica a UEFA por prestar "vassalagem" a Trump.
Esta segunda-feira no Guerra e Paz com Germano Almeida, Filipe Dias, jornalista do Record e coautor de "Mil e uma histórias do futebol português", não escondeu a sua inquietação com o Mundial que arranca nos Estados Unidos. Com 48 seleções, três países anfitriões — EUA, Canadá e México — e um número de jogos "inacreditável", o torneio é o maior de sempre. Mas para o jornalista, o contexto político ensombra a festa.
"Os Estados Unidos hoje representam a antítese de tudo aquilo a que nos habituámos a ver", afirmou, referindo-se ao isolacionismo crescente do país e ao papel de Donald Trump na "desordem mundial" que se vive.
Filipe Dias foi mais longe e criticou duramente a UEFA por aquilo que classificou como uma "vassalagem perigosa, para não dizer mesmo abjeta", ao presidente norte-americano.
"Penso que este é o pior dos momentos na história para haver um Mundial", concluiu, expressando esperança de que o torneio decorra "com normalidade e em segurança", uma preocupação que, nas suas palavras, não é exagerada face ao clima de convulsão que se vive nos Estados Unidos e no mundo.