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O analista sublinhou a interligação geopolítica entre as tensões no Médio Oriente e o conflito na Ucrânia, afirmando que «uma pausa no conflito maior significa uma predisposição à partida para negociações».
Luís Tomé, especialista em Relações Internacionais da Universidade Autónoma de Lisboa, analisou no canal NOW a pausa nos ataques entre os Estados Unidos e o Irão, bem como a ausência de ofensivas contra os países vizinhos do Golfo.
Segundo o especialista, esta trégua temporária reflete dificuldades na capacidade de defesa aérea das bases americanas e infraestruturas aliadas, a par da preocupação da administração de Donald Trump com o alastrar da guerra a novos palcos estratégicos, designadamente o Estreito de Bab-el-Mandeb e o Mar Cáspio.
O analista sublinhou a interligação geopolítica entre as tensões no Médio Oriente e o conflito na Ucrânia, afirmando que «uma pausa no conflito maior significa uma predisposição à partida para negociações».
Adicionalmente, Luís Tomé abordou as divisões internas do regime iraniano, os encontros previsíveis de Donald Trump com Benjamin Netanyahu e Volodymyr Zelensky, bem como os cenários de negociação diplomática para um eventual cessar-fogo aéreo na Europa de Leste.