Saúde
A região de Lisboa e Vale do Tejo continua a ser a mais problemática a nível nacional.
Os dados mais recentes do Registo Nacional do Utente continuam a não ser animadores e revelam que há milhares de portugueses sem médico de família.
No espaço de um ano, ou seja, entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025, o número de inscritos nos centros de saúde subiu em mais de 235 mil.
No final do ano passado, estavam inscritos mais de dez milhões e 700 mil utentes nos cuidados de saúde primários. Mais de um milhão e meio estavam sem médico de família atribuído.
Em dezembro de 2025, existiam mais 6562 pessoas sem médico de família do que em novembro.
A região de Lisboa e Vale do Tejo continua a ser a mais problemática a nível nacional, com mais de um milhão e 100 mil utentes sem um clínico que os acompanhe no centro de saúde. 30 em cada 100 utentes estão sem médico de família.
O Centro e o Norte são as regiões do país que ocupam os lugares seguintes nesta lista com maior número de utentes sem um médico atribuído.
Por unidades locais de saúde, a ULS Amadora-Sintra é a que tem mais utentes sem médico de família, sendo que o número ultrapassa os 191 mil.
Nas posições seguintes desta lista seguem-se as unidades do Oeste, Estuário do Tejo e o Santa Maria.
A ULS Arrábida, em Setúbal, foi a que mais piorou em dezembro, com um aumento de 3653 utentes sem clínico atribuído. Já a que registou melhor recuperação foi a ULS Médio Tejo.
Os dados do registo nacional do utente também revelam que quase 8% do total de utentes inscritos nos centros de saúde sem médico de família têm 80 ou mais anos de idade. Em causa estão mais de 790 mil idosos.