"Vencemos a Venezuela num só dia e demos uma lição ao Irão"
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O presidente norte-americano discursou nas comemorações do 250.º aniversário da independência dos Estados Unidos, enaltecendo as conquistas da sua administração e alertando para o que considera ser a maior ameaça à liberdade americana: o comunismo.
Donald Trump escolheu o Monte Rushmore para celebrar o 250.º aniversário da independência dos Estados Unidos, num discurso em que enalteceu as conquistas da sua administração e a história da nação.
"Durante 250 anos, o mundo inteiro olhou para o nosso país e inspirou-se nos saltos de progresso, nas façanhas de força e nos atos de abnegação, fé e esperança", afirmou.
O presidente destacou o crescimento económico desde a sua reeleição, afirmando que, após a vitória de 5 de novembro e a implementação de tarifas, "fábricas e instalações industriais estão a ser construídas por todo os Estados Unidos, num número que nunca vimos antes". Referiu ainda que os EUA construíram "o exército mais forte e poderoso", que "venceram a Venezuela num só dia" e que a sua administração "deu uma lição ao Irão".
Sobre Teerão, Trump foi irónico: "Estão ansiosos por chegar a um acordo. Demos-lhes uma semana de folga por causa de um funeral, porque somos simpáticos."
Trump contrastou o momento atual com o que descreveu como um período de declínio: "Há dois anos éramos alvo de gozos e de chacota, uma nação em declínio. Hoje somos o país mais quente do mundo."
Mas o tom mais grave do discurso surgiu quando Trump alertou para o que considera ser a maior ameaça interna aos Estados Unidos: o comunismo. "Uma geração depois de termos lutado e vencido a Guerra Fria, assiste-se agora a um ressurgimento dessa ameaça no nosso país, nomeadamente por parte de recém-chegados que abraçam ideias totalmente contrárias ao nosso modo de vida", afirmou, classificando o comunismo como "uma ameaça mortal à liberdade americana" e comparando-o a perigos históricos como a Primeira e Segunda Guerras Mundiais, Pearl Harbor e o 11 de setembro. "Não vamos deixar que isto nos aconteça", concluiu.