O líder do PS disse que a ONU tem “centenas de funcionários” em Caracas e, agora, “a grande questão está em garantir a boa integração de meios e de ser capaz de reforçar os meios à medida que as necessidades o vão justificando”.
O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, defendeu este sábado que, a propósito do apoio à Venezuela, que o mais importante é uma “boa articulação” entre a proteção civil nacional, europeia e a Organização das Nações Unidas (ONU).
“Nestas primeiras horas, o mais importante é a boa coordenação entre forças e serviços da proteção civil. Quer da proteção civil europeia, quer da nacional e sublinho, a articulação com as Nações Unidas”, defendeu José Luís Carneiro.
O líder do PS disse que a ONU tem “centenas de funcionários” em Caracas e, agora, “a grande questão está em garantir a boa integração de meios e de ser capaz de reforçar os meios à medida que as necessidades o vão justificando”.
Nesse sentido, disse que propôs esta sexta-feira ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, que “convocasse a comissão nacional de proteção civil para ele próprio, com autoridade política que tem, possa articular-se com os diferentes Ministérios”.
Ou seja, que Ministério dos Negócios Estrangeiros, que tem a responsabilidade diplomática, “possa articular-se com o da Defesa Nacional e o da Administração Interna.
“De forma a que todos articulados e devidamente coordenada, possam responder a esta crise que se abateu sobre um país que já vivia em tão grandes dificuldades”, disse.
O secretário-geral socialista apresentou “toda a disponibilidade do PS na Assembleia da República, no Parlamento Europeu, para apoiar as autoridades portuguesas a responderem de forma eficaz a esta necessidade e tragédia”.
Carneiro considerou que os números de vítimas conhecidos às primeiras horas dos sismos "eram, infelizmente, números que iriam subir, porque, os desaparecidos são muitos” em La Guaira e Caracas, particularmente Caracas que tem milhões de pessoas.
“A nossa comunidade portuguesa encontra-se muito em Caracas e em La Guaira e, ontem [sexta-feira] eram 28 e hoje já vai em mais de 30 e, infelizmente, lamentavelmente, vamos ver os números a crescer e, por isso, a minha palavra de profunda solidariedade e de fraternidade para todos os portugueses e lusodescendentes na Venezuela”, afirmou.
José Luís Carneiro apresentou ainda “toda a disponibilidade do PS para apoiar as autoridades nacionais no esforço para projetar os recursos e meios necessários para apoiar a comunidade portuguesa” que se encontra na Venezuela e que diz conhecer “muito bem e com muita proximidade”.
Os dois grandes sismos que foram registados na Venezuela, na quarta-feira, causaram pelo menos 929 mortos e 3.360 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.
Entre os mortos, há pelo menos 36 portugueses e lusodescendentes, e outros 91 estão desaparecidos ou incontactáveis.
Segundo a ONU, mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas.
Vários países, incluindo Portugal e outros estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.
Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo e foram seguidos por mais de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.