Venezuelanos que estão a viver nos Estados Unidos sob proteção arriscam-se a ser deportados

Sandro Bettencourt | 29 de Janeiro de 2025 às 13:46
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Nicolás Maduro

Mais de 600 mil pessoas estão agora em risco de ter de abandonar o país.


O impacto das medidas de Donald Trump para combater a imigração ilegal continuam a fazer-se sentir. O Presidente americano decidiu revogar uma decisão tomada por Joe Biden que estendia o prazo da proteção dos venezuelanos por ano e meio.

Agora mais de 600 mil cidadãos da Venezuela em território dos Estados Unidos perdem o acesso a autorizações para trabalhar e podem ser deportados, por estarem em situação considerada ilegal.

Desde a tomada de posse de Trump, na semana passada, têm-se sucedido as ações de detenção e deportação de imigrantes sem documentos. O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro garante estar preparado para receber todos os migrantes venezuelanos deportados dos Estados Unidos.

Entretanto, a reunião da comunidade de estados latino-americanos e caribenhos para abordar o tema da migração, convocada para quinta-feira nas Honduras, já foi cancelada após o impasse entre os Presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Colômbia, Gustavo Petro, ter sido superado.

Dois aviões da força aérea colombiana descolaram na segunda-feira de Bogotá com destino às cidades americanas de San Diego e de Houston e retornaram na terça-feira à capital da Colômbia com quase 200 migrantes deportados.

Ao mesmo tempo que Trump continua a pressionar por mais reforços na fronteira, os fuzileiros navais americanos do 1º batalhão de engenharia de combate colocaram arame farpado no da fronteira sul perto de San Ysidro. A operação, parte de uma iniciativa do comando norte dos Estados Unidos e do departamento de segurança interna.