Bruno Mascarenhas escapa a processo por ameaças a menor
O pai da criança decidiu não apresentar queixa contra o atual vereador do Chega na Câmara de Lisboa.
Bruno Mascarenhas disse a uma criança de 10 anos que ela era a razão pela qual iria agredir o pai, segundo o auto da PSP. O episódio ocorreu a 2 de maio de 2017, no Externato Rainha Dona Amélia, em Lisboa, frequentado pelo filho do então dirigente do Sporting Clube de Portugal.
Num primeiro despacho do processo, a procuradora do Ministério Público considerou estar em causa um crime de ameaça dirigido ao pai do menor, mas que também abrangia a criança. Remeteu os autos à respetiva secção do Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa.
Entretanto, o pai do menor que ouviu a ameaça foi chamado a prestar declarações. Confirmou a existência de um “acidente entre as duas crianças” e referiu que o filho de Bruno Mascarenhas acabou “ferido com mais gravidade, pois caiu e fraturou a clavícula”. Acrescentou que não pretendia avançar com o processo.
Perante essa decisão, e como o crime depende de queixa, em novembro de 2017 o DIAP de Lisboa decidiu arquivar o caso. O vereador do Chega na Câmara de Lisboa escapou, desta forma, a um processo por ameaças a um menor.
Já não é o primeiro caso de violência que envolve Bruno Mascarenhas. O vereador já foi condenado por injúrias à ex-mulher.
Bruno Mascarenhas também já esteve envolvido noutras polémicas. Contratou como jurista a filha de um dirigente do partido e chamou uma cabeleireira para a assessoria de espaços verdes. A deputada Rita Matias já pediu a demissão de Bruno Mascarenhas.