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Vitória de Portugal na ONU: 'Ganhámos uma guerra assimétrica

Rita Carmona Direito | 04 de Junho de 2026 às 12:27
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A análise também incidiu sobre os desafios atuais do Conselho de Segurança da ONU, nomeadamente os bloqueios provocados pelos vetos automáticos de potências como a Rússia, em questões relacionadas com a Ucrânia, e dos Estados Unidos, no que diz respeito a Israel.

Jorge Torres Pereira, antigo embaixador de Portugal em países como Israel, Rússia e China, falou no NOW sobre a recente eleição de Portugal para o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), que resultou na exclusão da Alemanha.

'Eu diria que nós ganhamos uma guerra assimétrica, e que, ao contrário do que às vezes se possa pensar, Portugal tem muitas cartas neste tipo de eleição', afirmou.

Entre as vantagens competitivas de Portugal, foram sublinhadas a forte ligação aos países da lusofonia, a postura equilibrada face ao conflito entre Israel e a Palestina, e a consistência da política nacional em relação à defesa dos oceanos e às alterações climáticas.

A análise também incidiu sobre os desafios atuais do Conselho de Segurança da ONU, nomeadamente os bloqueios provocados pelos vetos automáticos de potências como a Rússia, em questões relacionadas com a Ucrânia, e dos Estados Unidos, no que diz respeito a Israel.

Apesar destas paralisações operacionais nas questões mais duras da política internacional, Jorge Torres Pereira reiterou que as Nações Unidas continuam a ter uma enorme importância e influência no panorama global, justificando assim o empenho português em garantir esta representação.