Vladimir Putin aprova uso alargado de armas nucleares

Sandro Bettencourt | 19 de Novembro de 2024 às 19:08
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Vladimir Putin aprova uso alargado de armas nucleares e ataca Ucrânia

Em Odessa, onde dez pessoas morreram depois dos últimos ataques, a cidade está sem eletricidade há dois dias. Foram introduzidos cortes de energia de emergência em toda a região e algumas instalações foram substituídas por geradores.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, diz que o objetivo é mostrar aos potenciais inimigos que é inevitável uma retaliação, caso a Rússia seja atacada. No dia em que guerra na Ucrânia completa mil dias desde a invasão russa, Putin acaba de assinar um decreto que abre caminho à utilização de armas nucleares em resposta a "agressão por qualquer estado não nuclear, mas com a participação ou apoio de um país nuclear".

O documento aprova alterações à doutrina nuclear de Moscovo, que estabelece agora que um ataque nuclear por parte de Moscovo pode ser justificado se for em resposta a "uma agressão contra a Rússia e os seus aliados por parte de qualquer Estado não nuclear apoiado por um Estado nuclear” ou a um ataque aéreo em grande escala com armas não nucleares, incluindo drones.

As imagens de satélite mostram grandes expansões em cinco complexos onde a Rússia tem fabricado motores de mísseis de combustível sólido, indicando que o Kremlin planeia aumentar significativamente a produção de mísseis à medida que prossegue a guerra na Ucrânia. As instalações situam-se na República de Altai, na Sibéria, em Rostov, no sul da Rússia, nos arredores de Moscovo, em Petersburgo, e também em Perm, a oeste da Rússia.

Entretanto, depois da luz verde dada por Joe Biden para a utilização de armas de longo alcance em território russo, os Estados Unidos vão anunciar mais apoio a Kiev. A garantia foi dada pela embaixadora norte americana nas nações unidas.

No terreno, a Rússia diz ter atacado várias instalações energéticas e militares, em mais de 130 locais, incluindo infraestruturas em aeroportos militares e instalações elétrica que apoiam o esforço de guerra ucraniano.

Em Odessa, onde dez pessoas morreram depois dos últimos ataques, a cidade está sem eletricidade há dois dias. Foram introduzidos cortes de energia de emergência em toda a região e algumas instalações foram substituídas por geradores.

Já em Sumy, sete pessoas perderam a vida e 12 ficaram feridas depois de um ataque de drones. Trata-se do segundo ataque esta semana contra a mesma região. Na madrugada de segunda-feira, 11 pessoas foram vítimas do disparo de um míssil que destruiu o edifício residencial onde se encontravam.

O Presidente da Ucrânia, Volodymir Zelensky, condenou o último ataque contra Sumy através de uma mensagem difundida pelas redes sociais. O chefe de Estado ucraniano pediu mais uma vez ajuda militar internacional.

O exército ucraniano atacou durante a madrugada um arsenal localizado na região russa de Briansk, junto à fronteira. O estado maior da Ucrânia, através de comunicado, acrescenta que o ataque visou o arsenal 1046 do centro técnico de abastecimento de Briansk tendo provocado "12 explosões secundárias".