António Filipe diz que caos na saúde é "absolutamente dramático"
António Filipe disse ainda que a maior garantia dos portugueses quanto à sua saúde e ao atendimento é o Serviço Nacional de Saúde, sendo obrigação do Estado assegurar um serviço "em condições".
O candidato presidencial António Filipe afirmou esta quinta-feira que é "absolutamente dramático" o caso de falhas sucessivas na saúde.
"Eu acho que esses casos têm de ser investigados, têm de se perceber exatamente porque é que isso aconteceu e o que é que tem de ser alterado para que isso não aconteça", começou por dizer o candidato à Presidência da República apoiado pelo PCP e PEV aos jornalistas, que falava em Pedrógão Grande, após uma visita aos bombeiros voluntários.
De seguida, António Filipe referiu que, perante situações "que são motivo de alarme", tem "sentido" chamar o primeiro-ministro a Belém, tendo em conta a "gravidade dos problemas". "E eu acho que este problema é suficientemente grave para isso", vincou.
António Filipe disse ainda que a maior garantia dos portugueses quanto à sua saúde e ao atendimento é o Serviço Nacional de Saúde, sendo obrigação do Estado assegurar um serviço "em condições".
Note que esta terça-feira soube-se que um homem de 78 anos morreu no Seixal, depois de esperar quase três horas à espera do INEM. O Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar admitiu que o novo sistema de triagem possa ter influenciado o desfecho mas, apesar das críticas, o presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica, Luís Mendes Cabral, defendeu o novo sistema, justificando que “não havia ambulâncias disponíveis”.
Menos de 24 horas depois, surgem mais dois novos casos: uma mulher que morreu em Sesimbra depois de esperar 40 minutos por socorro e de ter sido acionada uma ambulância de Carcavelos, que demorou mais de meia a hora a chegar ao local.
Pouco depois, soube-se de mais um caso em Tavira, no Algarve, ocorrido também quarta-feira. O homem de 68 anos terá esperado mais de uma hora por socorro, depois de se ter sentido mal.