André Ventura
Entretanto, Luís Montenegro já garantiu que o Governo vai reformar o INEM, com a atribuição de 275 novas viaturas.
O candidato presidencial André Ventura lamentou esta quinta-feira que nem o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, nem o primeiro-ministro tenham falado sobre os mais recentes casos na saúde em Portugal.
"Com nova demissão hospitalar, onde é que está o primeiro-ministro?", questionou André Ventura, antes do debate quinzenal no Parlamento ter começado, pelas 15h00 desta quinta-feira.
Note que esta terça-feira soube-se que um homem de 78 anos morreu no Seixal, depois de esperar quase três horas à espera do INEM. O Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar admitiu que o novo sistema de triagem possa ter influenciado o desfecho mas, apesar das críticas, o presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica, Luís Mendes Cabral, defendeu o novo sistema, justificando que “não havia ambulâncias disponíveis”.
Menos de 24 horas depois, surgem mais dois novos casos: uma mulher que morreu em Sesimbra depois de esperar 40 minutos por socorro e de ter sido acionada uma ambulância de Carcavelos, que demorou mais de meia a hora a chegar ao local.
Pouco depois, soube-se de mais um caso em Tavira, no Algarve, ocorrido também quarta-feira. O homem de 68 anos terá esperado mais de uma hora por socorro, depois de se ter sentido mal.
Entretanto, Luís Montenegro já lamentou as mortes destas três pessoas e garantiu que o Governo vai reformar o INEM, com a atribuição de 275 novas viaturas, num investimento de quase 17 milhões de euros. "São 63 ambulâncias, 34 VMER e 78 outros veículos, o maior investimento do género na última década", afirmou.
Além disso, o primeiro-ministro deixou claro que a ministra da Saúde não vai ser demitida: "Os problemas da Saúde não se resolvem com demissões ou jogadas políticas", disse.