Caos na saúde: André Ventura diz que a incompetência tem de ter consequências em Portugal

| 08 de Janeiro de 2026 às 16:55
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André Ventura

Entretanto, Luís Montenegro já garantiu que o Governo vai reformar o INEM, com a atribuição de 275 novas viaturas.

O candidato presidencial André Ventura lamentou esta quinta-feira que nem o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, nem o primeiro-ministro tenham falado sobre os mais recentes casos na saúde em Portugal.

"Com nova demissão hospitalar, onde é que está o primeiro-ministro?", questionou André Ventura, antes do debate quinzenal no Parlamento ter começado, pelas 15h00 desta quinta-feira.

Note que esta terça-feira soube-se que um homem de 78 anos morreu no Seixal, depois de esperar quase três horas à espera do INEM. O Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar admitiu que o novo sistema de triagem possa ter influenciado o desfecho mas, apesar das críticas, o presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica, Luís Mendes Cabral, defendeu o novo sistema, justificando que “não havia ambulâncias disponíveis”.

Menos de 24 horas depois, surgem mais dois novos casos: uma mulher que morreu em Sesimbra depois de esperar 40 minutos por socorro e de ter sido acionada uma ambulância de Carcavelos, que demorou mais de meia a hora a chegar ao local.

Pouco depois, soube-se de mais um caso em Tavira, no Algarve, ocorrido também quarta-feira. O homem de 68 anos terá esperado mais de uma hora por socorro, depois de se ter sentido mal.

Entretanto, Luís Montenegro já , com a atribuição de 275 novas viaturas, num investimento de quase 17 milhões de euros. "São 63 ambulâncias, 34 VMER e 78 outros veículos, o maior investimento do género na última década", afirmou.

Além disso, o primeiro-ministro deixou claro que a : "Os problemas da Saúde não se resolvem com demissões ou jogadas políticas", disse.