Pedro Santana Lopes defende que chumbo da reforma laboral foi "incompreensível" e pede aproximação do PS ao PSD

Joana Ramalho | 21 de Junho de 2026 às 17:10
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Pedro Santana Lopes

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Recorde-se que a proposta do Governo de revisão da lei laboral foi chumbada esta sexta-feira na generalidade, com votos contra do Chega, PS, JPP, Livre, Bloco de Esquerda e PCP.

Pedro Santana Lopes afirmou este domingo que o chumbo da reforma laboral, no Parlamento, foi "incompreensível" e pede ao Partido Socialista para se aproximar do PSD.

O antigo primeiro-ministro diz ainda que Luís Montenegro não pode deixar de contar com o apoio do Chega, acrescentando que o PSD não podia "ceder já" em questões como a descida da idade da reforma ou o trabalho por turnos.

"Vai deixar marcas. Mas há que decidir sempre em função do que é o interesse nacional e nenhum primeiro-ministro pode governar com rancores", sustentou.

Recorde-se que a proposta do Governo de  esta sexta-feira na generalidade, com votos contra do Chega, PS, JPP, Livre, Bloco de Esquerda e PCP. Apenas o CDS, a Iniciativa Liberal e o PSD votaram a favor.    

Entre as medidas apontadas como 'traves mestras', o Governo manteve a versão inicial do seu anteprojeto relativa ao prazo dos contratos, prevendo que volte a ter um máximo de três anos no caso dos contratos a termo certo e de cinco anos a termo incerto, insiste no regresso do banco de horas individual, bem como na revogação da norma relativa à proibição de recurso ao 'outsourcing' [contratação de trabalho externo] durante um ano após despedimentos.