Pedro Santana Lopes
Recorde-se que a proposta do Governo de revisão da lei laboral foi chumbada esta sexta-feira na generalidade, com votos contra do Chega, PS, JPP, Livre, Bloco de Esquerda e PCP.
Pedro Santana Lopes afirmou este domingo que o chumbo da reforma laboral, no Parlamento, foi "incompreensível" e pede ao Partido Socialista para se aproximar do PSD.
O antigo primeiro-ministro diz ainda que Luís Montenegro não pode deixar de contar com o apoio do Chega, acrescentando que o PSD não podia "ceder já" em questões como a descida da idade da reforma ou o trabalho por turnos.
"Vai deixar marcas. Mas há que decidir sempre em função do que é o interesse nacional e nenhum primeiro-ministro pode governar com rancores", sustentou.
Recorde-se que a proposta do Governo de revisão da lei laboral foi chumbada esta sexta-feira na generalidade, com votos contra do Chega, PS, JPP, Livre, Bloco de Esquerda e PCP. Apenas o CDS, a Iniciativa Liberal e o PSD votaram a favor.
Entre as medidas apontadas como 'traves mestras', o Governo manteve a versão inicial do seu anteprojeto relativa ao prazo dos contratos, prevendo que volte a ter um máximo de três anos no caso dos contratos a termo certo e de cinco anos a termo incerto, insiste no regresso do banco de horas individual, bem como na revogação da norma relativa à proibição de recurso ao 'outsourcing' [contratação de trabalho externo] durante um ano após despedimentos.