Chega critica atuação do Governo na saúde: "As suas medidas são um desastre"

| 08 de Janeiro de 2026 às 15:49
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Pedro Pinto

Nas últimas 48 horas morreram três pessoas à espera de socorro.

Pedro Pinto acusou o Governo de falhar sistematicamente na saúde, após saber-se que três pessoas morreram nas últimas 48 horas enquanto esperavam por meios de socorro, deixando em alvoroço o INEM, os bombeiros e as autoridades de saúde, que abrem inquéritos sem, no entanto, conseguirem evitar a sucessão de casos.

"[O Governo] falhou, como falhou em 2024 quando morreram 12 pessoas à espera do socorro do INEM. Falhou como falha cada vez que um bebé nasce numa ambulância, nasce num quartel de bombeiros, ou, imagine-se, numa área de serviço de autoestrada ou até na rua. Não, isto não é o Botsuana, não é o Bangladesh, isto é Portugal e é o estado em que os senhores deixaram a saúde", disse Pedro Pinto, do Chega, no Parlamento.

De seguida, durante o debate quinzenal na Assembleia da República, o deputado do partido liderado por André Ventura acusou mesmo o Governo de criar medidas que são "um desastre" para os portugueses. "Queremos uma saúde de vida e não uma saúde para a morte", vincou.

"Os portugueses pagam impostos e mais impostos. [O Governo] aumentou tudo em janeiro, ao contrário do que dizia o ministro das Finanças Miranda Sarmento. Aumentou o [preço do] pão, aumentaram a alimentação toda em Portugal", acrescentou.

Note que esta terça-feira soube-se que um homem de 78 anos morreu no Seixal, depois de esperar quase três horas à espera do INEM. O Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar admitiu que o novo sistema de triagem possa ter influenciado o desfecho mas, apesar das críticas, o presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica, Luís Mendes Cabral, defendeu o novo sistema, justificando que “não havia ambulâncias disponíveis”.

Menos de 24 horas depois, : uma mulher que morreu em Sesimbra depois de esperar 40 minutos por socorro e de ter sido acionada uma ambulância de Carcavelos, que demorou mais de meia a hora a chegar ao local.

Pouco depois, soube-se de mais um caso em Tavira, no Algarve, ocorrido também quarta-feira. O homem de 68 anos terá esperado mais de uma hora por socorro, depois de se ter sentido mal.