PCP diz que Montenegro tem jeito para dançar a três com o PSD, o PS e o Chega
O primeiro-ministro ripostou: “Se há coisa para a qual não tenho jeitinho nenhum é para dançar”.
Paulo Raimundo considerou esta sexta-feira que o primeiro-ministro tem jeito para ser bailarino, sobretudo na dança a três, entre os partidos PSD, PS e o Chega.
“Isto é um vira, vira-se para o Chega e aprova com o Chega a lei dos despejos; vira-se para o PS e aprova com o PS este Orçamento que é um frete ao capital e é uma desgraça para o país. Enquanto andamos aqui neste bailarico, vai sobrando a conta para aqueles que pagam o baile: os trabalhadores, a juventude, os pequenos empresários e os reformados”, afirmou, no debate quinzenal.
O primeiro-ministro ripostou: “Se há coisa para a qual não tenho jeitinho nenhum é para dançar”.
O deputado do PCP sublinhou que os orçamentos que estão sempre em défice são os dos custos de vida das famílias. Por outro lado, segundo Paulo Raimundo, há grupos que estão sempre em excedente e para os quais o Governo contribui com "mais benefícios fiscais, mais regalias e mais descidas de impostos”.
Luís Montenegro recusou haver privilégios fiscais para os grandes grupos económicos e destacou que, "quanto mais lucros as empresas tiverem, mais impostos pagam sobre esses lucros".